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Porto! "Antiga, mui nobre e sempre leal e invicta cidade"
de D. Pedro IV que lhe deixou o coração na Lapa,
Porto de assírios, gregos e romanos. Pátria Sueva
de Teodomiro. Fénix renascida das cinzas do Almançor.
Terra de D. Hugo, cidade da Virgem. Berço do Navegador,
dos desprendidos tripeiros, cais da armada da conquista de Ceuta.
Cidade livre, mesteiral e obreira. Ousada na arte, torre de Nasoni
ponte Eiffel, Vieira Portuense, Porto Múltiplo.
Em cada alma um imaginário, uma maneira diferente de vêr
a cidade.
António Lino com a sua "Tempestade no Douro".
O "Porto Denso", ou o "Rabelo e a Gaivota",
de Avelino Rocha, de cuja arte disse o poeta Albano Martins:«Eis
como grávidas, voláteis, as formas se organizam.
E a matéria se faz seiva». Ou o "Porto Minhoto"
daquele rapazinho de Rua, hoje o consagrado Aníbal Alcino,
de quem o ilustre Joaquim Lopes, então director da Escola
de Belas Artes do Porto, fez um artista e professor emérito,
com lugar marcado na constelação dos grandes artistas
portugueses, desde a sua primeira exposição, em
1943, ao lado de Júlio Pomar, Neves e Sousa, Fernando Lanhas,
Júlio Resende e outros independentes da década de
40.
É esta exposição de serigrafias compostas
sob a orientação dos autores que vale a pena ser
visitada no Espaço Loios.
Florbela
Diniz
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