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Biografia
Mário
Silva _ Advogado _ Investigador e Músico!!!
Mário
Riva _ Pintor
Dois
Mários - Um só Homem: sonhador; preocupado; ocupado
com os fins e finalidades da sua/nossa Existência, em suma,
com a HUMANIDADE - HOMINI, QUO VADIS?
O
Torvelinho da existência patenteado nas dualdades - Paz/Guerra;
Amor/Ódio; Calma/Tumulto; Ordem/Caos; Alfa/Ómega
- é retratado nos variegados quadros de Mário Riva
- na sua constante busca para alcançar a Resposta, no seu
afã revolucionário. Revolucionário no verdadeiro
contexto do conceito de REVOLUÇÃO - ou seja a Mudança
Integral da SOCIEDADE em constante sobressalto na busca de um
PROJECTO Inacabado/Inalcançado!!!
- Para Quê Nascemos?
-
Para Quê Vivemos?
-
Porque Perecemos?
Destas
interrogações emergem as dúvidas dos Mários
que conduzem à sua investigação, à
sua constante PREOCUPAÇÃO/INQUIENTAÇÃO:
-
O que é a Vida?
- Para que serve?
- Como Acaba?
- ACABA? - Será que Acaba?!! - Como admiti-lo?
A
sua perturbação e preocupação Teleológica,
concretamente apreendida na sua escrita, sentida na sua música,
é (será) mais abstracta na sua Pintura de uma PALETA
multifacetada, de traços muito peculiares - reveladores
de anseios, dúvidas, indagações, mas também
revelando sempre a inconstante Procura da(s) Eterna(s) Resposta(s).
São
os Rostos invisíveis, mas perceptíveis por detrás
das figuras de costas; outras vezes presentes, mas duplas, ou
ainda a Imagem mais diáfana da figura feminina.
A
Obra Pictórica rica na sua diversidade - (Intemporal, mas
sempre localizável nos nossos Tempo e Espaço) nas
suas soluções técnicas e nas suas cores -
ora fortíssimas, ora suaves, ora ténues, masi quentes
ou mais frias - revela-nos os seus Estados de Alma, os contrastes
da Vida - enfim, as suas Angústias e talvez também
as suas Decepções! Entre muitos exemplos possíveis,
o quadro dedicado a Veneza parece demonstrar o que afirmamos!
- No primeiro pleno, por detrás das Gôndolas que
saltam nas águas revoltas - comtempla-se uma fina e austera
Veneza - retratada na Arquitectura Geométrica da Renascença
- realçando o Caos e a Ordem - mas também a fé
na Esperança - revelada nas tonalidades cromáticas
- de que à Tempestade se seguirá a Bonança.
Eis a visão do Revolucionário - que critica, mas
que tem a Esperança, apesar da Dúvida. de que o
Mundo caótico da Actualidade mudará para Mehor -
tal como Rio (RIVA) que, apesar dos redemoinhos, flui para a FOZ
ao encontro desejado da sua quietude e da sua serenidade.
Os
Mários interrogam-se a procurarem também a sua serenidade,
a sua Finalidade Existencial! Essa busca tem como demiurgo o SONHO
- que, talvez seja o REAL e não o VIRTUAL como sempre afirmamos.
A Revolução dos Mários talvez seja essa -
demonstrar que a REALIDADE, como a concebemos, não Existe!
É ela também Virtual. O que existem são realidades
várias que buscam uma VERDADE a que talvez o HOMEM nunca
terá acesso, por Incapacidade Nata!!!
Será
que é isto que o(s) Mário(s) nos quer(em) Revelar,
Dizer, Demonstrar?
Nas
minhas incertezas e incapacidade para caracterizar uma Vida e
Obra tão rica, complexa e profunda, porventura poderei
concluir com esta ideia:
O(s)
Mário(s) - Ser que se completa na Escrita, na Música
e que, na sua Paleta, transformada todas estas riquíssimas
formas de expressão no seu PLANETA!!!
Com
estima e a mais profunda admiração do: Duarte Klut
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